sexta-feira, 22 de abril de 2011

AFINAL, QUEM DESCOBRIU (INVADIU, COLONIZOU) O BRASIL?

CABRAL OU PINZÓN?





Uma cidade do estado de Pernambuco, chamada, Cabo Santo Agostinho, ensina as crianças que foi o espanhol Vicente Yañes Pinzón quem descobriu o Brasil.
 Nas escolas da cidade litorânea a 30 quilômetros de Recife, as crianças dão uma resposta diferente a mais tradicional pergunta de história. Quando questionadas sobre quem descobriu o Brasil, respondem categoricamente: “O navegador espanhol Vicente Yañes Pinzón”.
A história do descobrimento do Brasil precisa ser recontada como ela realmente aconteceu e não como querem que ela tenha acontecido. Com todo o respeito a Pedro Álvares Cabral, não foi ele o primeiro europeu que pisou no Brasil: foram dois espanhóis, Vicente Pinzón e Diogo de Lepe. O primeiro na ponta do Mucuripe, em janeiro de 1500 e o segundo, um mês depois, no cabo de Santo Agostinho, perto do Recife.
A História do Brasil, escrita a partir da ótica do colonizador lusitano, reconhece como data do descobrimento do nosso país o dia 22 de abril de 1500, data em que o navegador português Pedro Alvares Cabral, no comando da frota exploratória com destino à India, chegou ao litoral sul da Bahia, na região onde hoje está situada o distrito da Coroa Vermelha, municipio de Porto Seguro, defronte do monte chamado de Pascoal (porque era dia da Páscoa) e onde o frei Henrique de Coimbra celebrou a primeira missa (campal) no Brasil.
Essa afirmação é um grande equívoco porque o descobrimento do Brasil, isto é, a chegada do primeiro navegador europeu à costa do Brasil ocorreu em Pernambuco, no Porto de Suape, quando chegou aqui o navegador espanhol Vicente Yanez Pinzón e tomou posse da terra e nome dos seus soberanos.
A Ponta do Mucuripe coincide com o Descobrimento do Brasil, uma vez que comprovado está - pelo menos oficiosamente - ter sido por ela onde desembarcou o primeiro europeu em terras brasileiras.
Entretanto por razões que a própria história não explica, ou nunca quis explicar, esse fato não ganhou ainda a dimensão que deveria. Consta dos livros de História do Brasil, sem muita profundidade, provavelmente em função dos interesses do colonizador. Esperamos que um dia, talvez, essa omissão seja cobrada pelas futuras gerações, ralhando quem preferiu a omissão sem sentido plausível, para assegurar sua presença no Brasil. Aliás, já deixamos até de comemorar o dia (oficial) do Descobrimento, talvez por falta de sustentação histórica ou de entusiasmo cívico, ou as duas coisas juntas!
Na Espanha, Vicente Pinzón é lembrado e festejado pelo fato de ter sido o descobridor de duas Américas: a do Norte, com Colombo, em 1492, no comando Nina e, oito anos depois, a do Sul, em 1500, com a mesma embarcação, quando atingiu a Ponta do Mucuripe.
Mas como afirmou Capistrano de Abreu: "Nada devemos aos espanhóis, nada influíram sobre nossa vida primitiva; prendem-se muito menos a nossa história do que os franceses”.

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