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segunda-feira, 5 de março de 2012

LANÇAMENTO: "DOCUMENTO PARA A HISTÓRIA COLONIAL

ESPECIALMENTE A INDÍGENA NO CEARÁ




O Professor Francisco Pinheiro, historiador, doutor em História Social pela Universidade Federal de Pernambuco e atual Secretário da Cultura do Estado, reconhecidamente um dos maiores pesquisadores e fomentadores de estudos na temática indígena no âmbito acadêmico, lançará no dia 7 de março, às 19h, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará/UFC, "Documentos Para a História Colonial, Especialmente a Indígena no Ceará (1690-1825)".
A obra, publicada pela Fundação Ana Lima, é resultado de um extenso trabalho de pesquisa e análise investigativa da documentação, a maioria inédita e manuscrita, do Conselho Ultramarino e do Arquivo Público do Estado do Ceará. De acordo com o autor, o primeiro conjunto de documentos, que viabilizou o avanço da pesquisa, resultou de um esforço do governo brasileiro para garantir o acesso aos documentos depositados e sob guarda do Conselho Ultramarino: "Essa é uma documentação riquíssima, onde está preservada uma massa documental importante sobre o período colonial brasileiro", disse Francisco Pinheiro. Na guarda do Conselho Ultramarino, documentação sobre a Capitania do Ceará, período compreendido entre 1618 a 1825, versando sobre temas administrativos (prioridade da pesquisa), modo de vida, relatos de governadores (capitães-mores), de missionários etc. O Arquivo Público do Estado do Ceará traz um segundo conjunto documental que compõe a obra de Pinheiro.

O livro é composto por sete capítulos enriquecidos de transcrição de documentação raríssima, antecedida por uma apresentação sintética do Prof. Pinheiro. O esforço do pesquisador, além de analisar cada item do acervo apresentado, foi de articular a relação entre eles, de forma que, algumas vezes, é possível o leitor/pesquisador acompanhar todo o trâmite que envolve determinado processo na época em que este foi gerado, além de se perceber o debate entre os interesses do espaço colonial e as determinações da Metrópole.

"Documentos Para a História Colonial, Especialmente a Indígena no Ceará (1690-1825)" será, certamente, obra de referência para os futuros pesquisadores, relevante serviço à cultura e à historiografia, em última análise, cearenses.
Fonte: Secult CE

sábado, 25 de fevereiro de 2012

DETENTA GANHA O DIREITO DE CURSAR HISTÓRIA NA UFC

CYNTHIA COVERLLO, ENCONTROU NOS LIVROS A SUA LIBERDADE




Embora tenha sido condenada a 25 anos e quatro meses de prisão em regime fechado, a detenta Cynthia Corvello, 40, que cumpre pena no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa há quase três anos, fez questão de apagar a palavra "condenação" de seu dicionário.

Desde que foi presa, encontrou nos livros da biblioteca do presídio a melhor forma de passar as horas ou, por que não dizer, de ganhar tempo e sentir-se livre novamente?

Neste ano, como noticiou a imprensa cearense, a paulista Cynthia conseguiu ingressar no curso de História da Universidade Federal do Ceará (UFC) por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Porém, como cumpre pena em regime fechado, o impasse surgiu. Ela poderia ou não frequentar a Universidade?

Contribuição social

Ontem pela manhã, a resposta veio. A juíza da 2ª Vara de Execuções Penais do Fórum Clóvis Beviláqua, Luciana Teixeira de Souza, atendeu ao pedido ajuizado pela Defensoria Pública do Estado do Ceará, por meio do Núcleo Especializado em Execução Penal (Nudep). Cynthia poderá, sim, estudar História.

Na decisão inédita, pelo menos no Ceará, a magistrada destacou a exemplar conduta carcerária e o mérito individual da detenta, ressaltando que a contribuição à sociedade será muito maior se concedido o direito ao estudo à detenta. No presídio, Cynthia coordena a biblioteca, faz parte de um projeto de incentivo à leitura e ainda arranja tempo para reger o coral.

Na UFC, as aulas começam nesta segunda e Cynthia precisará de forças para vencer os preconceitos, que já começaram a aparecer nas redes sociais.

Nos primeiros 30 dias, uma equipe da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) acompanhará as idas e vindas de Cynthia e observará o seu comportamento. Após este período, ela precisará usar monitoramento eletrônico. As condições do uso do equipamento serão especificadas em audiência na 2ª Vara de Execuções Penais.
Fonte: DN

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

GRANJA-CE FAZ 157 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

RICA TERRA ABENÇOADA








Assista aos vídeos que mostram um pouco do que Granja-Ce tem de bom e bonito e por mais que se faça registros em escritos ou em áudio e vídeo sobre algo relacionado a esse município será sempre pouco para a sua grandeza material e imaterial que contempla as pessoas residentes ou que estão a passeio aqui!
Fonte: Equipe Águia, Netimonha, IJX e Parazinet

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ORIGEM DO DIA DE FINADOS

DIA DE FINADOS OU FIÉIS DEFUNTOS?




O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
 
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.

Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. 

Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

você sabia que o feriado de Finados, celebrado a 2 de novembro, embora originado do cristianismo, foi nomeado de forma diversa à real celebração cristã?
Na realidade, o cristianismo, ao contrário do feriado
brasileiro, celebra a lembrança dos FIÉIS DEFUNTOS e não o dia de finados.

Qual a diferença?
A palavra defunto, por sua vez, originada no latim, era o particípio passado do verbo "defungor", que significava satisfazer completamente, desempenhar a contento, cumprir inteiramente uma missão. Mais tarde, foi utilizada e difundida pelo cristianismo, para dizer que uma pessoa morta era aquela que já havia cumprido toda a sua missão de viver. Modernamente, porém, tornou-se sinônimo de cadáver.

O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele.


É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca, mesmo que esteja distante; amar é saber que o outro necessita de nossos cuidados e de nossas preces mesmo quando já não o podemos ver. Pois a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus e com os irmãos, agora e para sempre.
Com informações do velhosamigos.com

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA

HÁ CONTROVÉRSIA




À quem se deve realmente a descoberta das Américas, à Cristovão Colombo, à Américo Vespúcio ou aos próprios índios nativos da região? Essa pergunta intrigante tem provocado muita controvérsia nas últimas décadas. Alguns historiadores creditam aos nativos que chegaram do estreito de Bering, entre a Sibéria e o Alasca, à 40.000 anos o verdadeiro descobrimento das Américas. Outros pesquisadores atribuem aos escandinavos por volta do ano 1.000 quando chegaram ao Canadá e retornaram sem desembarcarem devido aos imensos blocos de gelo, enquanto que outros estudiosos acreditam que fragmentos de cerâmicas encontrados no Equador em 1956, apresentam semelhanças marcantes com cerâmicas produzidas no Japão há mais de 5.000 anos. Alguns admitem que uma viagem do monge budista até o lado do “grande mar”, ou oceâno pacífico, teria chegado até o México no século V, conforme comprovam o uso de dragões alados como motivo de cerimônias mágicas encontrados em cerâmicas mexicanas, uma vez que este símbolo especificamente representava a dinastia do monge chinês. Daí a mera semelhança dos latinos, incluindo os índios brasileiros, com traços dos povos orientais.

Enfim, muitas são as teorias que tentam explicar os verdadeiros descobridores das Américas. Até pouco tempo, Cristovão Colombo era tido como um homem de larga visão e caráter obstinado, o sábio defensor da certeza de que a Terra era redonda, o homem que fez um ovo parar em pé e abriu as portas do Oceâno Atlântico, e de repente não é mais nada disso. O escritor e historiador americano Kirkpatrick Sale, em seu livro “The Conquest of Paradise” relata um homem vulgar, apreciador da ganância do ouro, obcecado pelos títulos de nobreza e extremamente confuso em suas observações de navegação. Apesar de realizar quatro viagens às Américas, nunca soube descrever fielmente onde realmente esteve. Além de demonstrar uma ferocidade bestial com os nativos, trazendo consigo e sua tripulação formada na maioria por ladrões e desocupados, doenças como a febre, tuberculose e a varíola, que dissiparam milhares de nativos logo nos primeiros contatos em terra. Sobre Colombo, dos seus primeiros vinte anos pouco se sabe. Há razões para acreditar que nasceu em Gênova no ano de 1451, mas muitos historiadores não estão de acordo. Há quem atribua o seu nascimento nas regiões da Córsega, Maiorca, Aragão, Galícia e até em Portugal. Sabe-se pelo menos que seu idioma favorito era o Castelhano, pois servia-se dele para suas correspondências. Em 1472, tem-se notícia que esteve no mar como corsário, que serviu de trampolim para ingressar na frota do grande corsário francês Coullon, o Velho. Numa investida frustante, viu-se náufrago na costa portuguesa, por onde viveu escondido por oito anos, dos 25 aos 33.

Era o tempo da Escola de Sagres, das grandes navegações pela Costa da África. Em 1488, o explorador português Bartolomeu Dias, (1455-1500), ultrapassou o cabo da Boa Esperança. Cogitava-se o verdadeiro caminho para as Índias. Colombo então, desenvolvia um plano inovador para chegar as Índias navegando para oeste, cruzando o Oceâno Atlântico. Baseando-se em dados do grande cosmógrafo e navegador árabe Alfraganus, (daí a origem dos termos latinos fragata e naufragar) demarcou as bases para suas viagens utilizando os cálculos em milhas árabes, que correspondem a 1.975,5 metros, diferente da milha italiana, 1.477,5 metros. Sem dúvida um erro marcante. Colombo, concluiu então que saindo das Ilhas Canárias e navegando 2.760 milhas (árabes) para o oeste, chegaria às ilhas japonesas. Um duplo erro, pois se revelasse a distância verdadeira, cerca de quatro vezes maior, nunca teria encontrado alguém que lhe financiasse a tentativa. Estava certo de que poderia alcançar o Oriente pelo Ocidente. Embora a teoria da Terra redonda já circulasse nos meios mais cultos, havia um certo ar confuso nos seus cálculos. Colombo não conseguiu fazer interessar o Rei de Portugal, Dom João II, nos seus projetos. Da sua estada em Portugal, sabe-se de seu casamento com Fillipa Moniz Perestrello, de família nobre, com quem teve um filho chamado Diego, futuro companheiro de viagens. Depois do falecimento de sua esposa, Colombo muda-se para a região de Andaluzia, na Espanha, onde cultivou amizades com os Medina-Celli e os Medina-Sidonia. Graças ao Duque de Medina-Celli, foi apresentado formalmente à rainha Isabel de Castella, e pouco depois apresentou seus planos à uma comissão de cientistas e navegadores espanhóis liderada pelo escriba de Talavera, braço direito da rainha.

Em face da conclusão inteiramente negativa, a comissão recusou o projeto, considerando-o impossível frente aos cálculos apresentados. Colombo não desistiu. Tentou penetrar nas cortes da França e da Inglaterra em distintas situações frustantes. Volta então à Espanha e certas intervenções históricas acabaram ajudando-o. Em 1492, os espanhóis conseguiram readquirir suas terras após domínio dos mouros árabes por mais de setecentos anos, na rendição de Granada. Vem dessa época a grande influência árabe na cultura portuguesa e espanhola, desde o vocabulário, passando pela culinária, música e costumes. Ultrapassado a fase de reintegração de posse, os espanhóis começaram a se interessar por novos horizontes além-mar. A rainha Isabel de Castella nunca penhorou as jóias para financiar as expedições de Colombo, ao contrário do que se pregava nas escolas antigamente. Das três embarcações, Pinta e Nina eram caravelas e foram providenciadas pela cidade de Palos, a terceira, Santa Maria, era uma nau e foi financiada por um banqueiro independente que não entendia nada de navegação, mas era bastante ganancioso. Todas as embarcações levavam não mais que noventa homens, geralmente ladrões e devedores da corte espanhola e muita gente doente. No dia 06 de setembro de 1492 as embarcações saíram de Palos em direção às Ilhas Canárias e de lá em direção ao tão sonhado Oriente. Em 25 de setembro o comandante da nau capitânia Santa Maria, Martin Alonso Pizón,confundia uma porção quilométrica de algas boiando com um monte de terra e declarou “terra à vista”, o que provocou certo ar de descontentamento entre a tripulação, gerando até indícios de motim à bordo entre os mais revoltosos. Foi só então na manhã de 12 de outubro que a primeira ilha das Bahamas apareceu aos olhos do marinheiro-mor da caravela Pinta. Segundo o Calendário Juliano em vigor no século XV, era realmente 12 de outubro, porém pelo calendário Gregoriano, seria 21 de outubro. O calendário Gregoriano entrou em vigor alguns anos mais tarde corrigindo o período anual correto em função do Equinócio, marco muito utilizado por continue lendo...
Fonte: CDCC USP

SURGIMENTO DO DIA DAS CRIANÇAS

HISTÓRICO DE COMO SURGIU O DIA DAS CRIANÇAS


VÍDEO EM HOMENAGEM AS CRIANÇAS

O dia das crianças é uma data muito aguardada pelas crianças. Este é um dia somente delas, em que geralmente ganham presentes e a atenção especial dos pais. E é claro que para deixar esse dia mais feliz para o seu filho é muito importante que você passe para ele como surgiu o dia dele e a importância que essa data tem.

O Dia Mundial da Criança, oficialmente, é 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança. Porém, a data efetiva de comemoração varia de país para país.

No Brasil o dia das crianças foi inventado por um político. O deputado federal Galdino do Valle Filho teve a grande ideia de homenagear as crianças no ano de 1920. Foi a partir daí, com a aprovação de todos os outros deputados que o dia 12 de outubro ficou nacionalmente conhecido e foi oficializado pelo presidente Arthur Bernardes como Dia da Criança.

Mas a data só ganhou popularidade em 1960, quando a famosa fábrica de brinquedos Estrela, juntamente com a Johnson & Johnson fez uma promoção para lançar a “Semana do Bebê Robusto”; isso fez com que as vendas aumentassem e então a data começou a ser de fato comemorada e é claro, começou a distribuição de muitos presentes.

No ano seguinte mais empresas aderiram a ideia da Semana da Criança para alavancar as vendas e foi então que os comerciantes de brinquedos ressurgiram o decreto que estabelecia o dia 12 como dia das crianças.
A maioria dos países comemora a data segundo a Organização das Nações Unidas determina; pelo decreto da ONU, o dia mundial das crianças é celebrado no dia 20 de novembro. Esta data marca a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças, que diz o seguinte: todas as crianças, independente de raça, credo, cor ou sexo têm direito a receber afeto, amor, compreensão, alimentação, cuidados com a saúde e educação gratuita; além de serem protegidas contra qualquer tipo de exploração.

Em outros países, assim como o Brasil há datas específicas reservadas apenas para os pequenos. Na Índia a comemoração acontece dia 14 de novembro que é o aniversário de Jawaharlal Nehru, o primeiro-ministro do país.

Em Portugal e Moçambique é no dia 1º de junho. Na Nova Zelândia as pessoas comemoram no primeiro domingo de outubro e as crianças escolhem um animal nativo do país para ser homenageado.

O Japão é que tem o dia mais curioso. No dia 5 de maio é comemorado o dia somente para os meninos; as famílias exibem capacetes de guerra e comem bolo de arroz recheado de feijões e bolo de arroz enrolado com folhas de bambu. As meninas comemoram no dia 3 de março com a tradicional festa das bonecas.

HISTÓRICO DO DIA DA PADROEIRA DO BRASIL

DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA




No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.
Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.
Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.
Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.
Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.
A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo
Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem,
ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.
A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento
da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano.
A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa. Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.
Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados. Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés, e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava enxergando, perfeitamente curada.
Fonte: Em Dia News

sexta-feira, 22 de abril de 2011

AFINAL, QUEM DESCOBRIU (INVADIU, COLONIZOU) O BRASIL?

CABRAL OU PINZÓN?





Uma cidade do estado de Pernambuco, chamada, Cabo Santo Agostinho, ensina as crianças que foi o espanhol Vicente Yañes Pinzón quem descobriu o Brasil.
 Nas escolas da cidade litorânea a 30 quilômetros de Recife, as crianças dão uma resposta diferente a mais tradicional pergunta de história. Quando questionadas sobre quem descobriu o Brasil, respondem categoricamente: “O navegador espanhol Vicente Yañes Pinzón”.
A história do descobrimento do Brasil precisa ser recontada como ela realmente aconteceu e não como querem que ela tenha acontecido. Com todo o respeito a Pedro Álvares Cabral, não foi ele o primeiro europeu que pisou no Brasil: foram dois espanhóis, Vicente Pinzón e Diogo de Lepe. O primeiro na ponta do Mucuripe, em janeiro de 1500 e o segundo, um mês depois, no cabo de Santo Agostinho, perto do Recife.
A História do Brasil, escrita a partir da ótica do colonizador lusitano, reconhece como data do descobrimento do nosso país o dia 22 de abril de 1500, data em que o navegador português Pedro Alvares Cabral, no comando da frota exploratória com destino à India, chegou ao litoral sul da Bahia, na região onde hoje está situada o distrito da Coroa Vermelha, municipio de Porto Seguro, defronte do monte chamado de Pascoal (porque era dia da Páscoa) e onde o frei Henrique de Coimbra celebrou a primeira missa (campal) no Brasil.
Essa afirmação é um grande equívoco porque o descobrimento do Brasil, isto é, a chegada do primeiro navegador europeu à costa do Brasil ocorreu em Pernambuco, no Porto de Suape, quando chegou aqui o navegador espanhol Vicente Yanez Pinzón e tomou posse da terra e nome dos seus soberanos.
A Ponta do Mucuripe coincide com o Descobrimento do Brasil, uma vez que comprovado está - pelo menos oficiosamente - ter sido por ela onde desembarcou o primeiro europeu em terras brasileiras.
Entretanto por razões que a própria história não explica, ou nunca quis explicar, esse fato não ganhou ainda a dimensão que deveria. Consta dos livros de História do Brasil, sem muita profundidade, provavelmente em função dos interesses do colonizador. Esperamos que um dia, talvez, essa omissão seja cobrada pelas futuras gerações, ralhando quem preferiu a omissão sem sentido plausível, para assegurar sua presença no Brasil. Aliás, já deixamos até de comemorar o dia (oficial) do Descobrimento, talvez por falta de sustentação histórica ou de entusiasmo cívico, ou as duas coisas juntas!
Na Espanha, Vicente Pinzón é lembrado e festejado pelo fato de ter sido o descobridor de duas Américas: a do Norte, com Colombo, em 1492, no comando Nina e, oito anos depois, a do Sul, em 1500, com a mesma embarcação, quando atingiu a Ponta do Mucuripe.
Mas como afirmou Capistrano de Abreu: "Nada devemos aos espanhóis, nada influíram sobre nossa vida primitiva; prendem-se muito menos a nossa história do que os franceses”.